No ano de 2007, a revista Passarinheiros fez uma reportagem com o Dra. Angélika Sharom. Médica veterinária homeopata especializada em aves criadas em ambiente doméstico. Mestrada em patologia aviária e pesquisadora em nutrição e imunidade das aves.
Vou relatar para vocês, alguns pontos que acho importante nesta reportagem feita com a Veterinária.
Manter a saúde de uma ave ou mesmo de um plantel é mais fácil do que tratar a doença. Um ditado sábio que diz que prevenir é melhor que remediar tem sido um orientador para o criador que realmente se preocupa com sua ave.
Nomes rebuscados de doenças tendem a nos confundir, e muitas possuem sintomas muito parecidos, nos confundindo ainda mais.
Não existe DOENÇA incurável e sim DOENTE incurável, são aves que estão com o sistema Orgânico debilitado para responder aos tratamentos químicos, inclusive esses se não bem conduzidos, pelo bom diagnóstico e dose certa para a espécie de acordo com o peso da ave, levam a quadros de intoxicação sem cura (Doente Incurável).
O hábito de automedicar as aves levam a perder a homeostasia (imunidade e bom funcionamento de glândulas e órgãos), e quando não tem mais o que ser feito recorrem a profissionais, sem sucesso algum, já que o sistema Orgânico entra em falência.
Infertilidades permanentes, rouquidão crônica, mudas constantes, mortes súbitas sem causa aparente, doenças debilitantes que demoram a recuperar, são em geral frutos de automedicação, ou manejo inadequado para a espécie podendo transformar uma ave de curável a incurável.
O uso de antibióticos sem a devida orientação ou mesmo sem necessidade provocam uma instabilidade grave no organismo, já que além de matar as bactérias patogênicas matam também as benéficas, literalmente "esterelizando a flora".
As aves de vida livre albergam todo tipo de bactérias, fungos, vírus e coccidios, no entanto vivem em harmonia e reproduzem facilmente e as nossas aves ao adquirirem alguns desses agentes adoecem gravemente e morrem, por que?
As aves de gaiolas sofrem grandes influências externas como: alimentação, local da gaiola, tamanho, temperatura, medicações preventivas desnecessárias, etc... São alguns fatores que podem tornar-se estimuladores da queda na imunidade e conseguente sintoma de doença.
Como identificar a baixa de imunidade ?
Todo e qualquer sintoma clínico observado em aves são frutos de choque de antígeno (bactérias, fungos, protozoários...) e anticorpos (tentativa do organismo em eliminar tais agentes). Uma ave sem sintoma é sinal de Boa imunidade, por isso o uso de medicação para prevenir sem a real necessidade pode ser prejudicial.
Aves que adoecem facilmente com mudanças bruscas de temperatura, resfriado após tomar banho, infecções oportunistas, colibaciloses, salmoneloses, clostridioses, coccidioses, cândidas, apresentam indícios claros da falta de imunidade, já que muitos desses agentes fazem parte da flora microbiana das aves Silvestre mesmo as criadas em casa.
Prevenir sempre é melhor, mas seremos mais eficientes quando eferecemos para nossas aves todo o bem-estar necessário para que ela seja capaz de gerar imunidade.
Fonte: Revista Passarinheiros.
JOSÉ CARLOS - RJ 13/11/2019.