É a relação sexual entre o casal. O macho estufa as penas, mostra-se garbosamente, levanta as asas e canta o mais bonito que sabe. A fêmea abaixa as asas e fecha os olhos. Em seguida ele, batendo as asas, voa acima das fêmeas e, colocando os pés nas costas dela, faz com que, durante um segundo, haja o contato das cloacas. Dessa forma, o esperma penetra no organismo da fêmea e fica retido no oviduto até fecundar os ovos.
Provavelmente é um dos itens mais complicados na criação de pássaros em ambiente doméstico, principalmente de bicudos, por causa da agressividade de certas fêmeas. Cada uma é de um jeito, umas batem no bicudo e outras são mais mansas. É fundamental que se conheça o procedimento de cada uma no momento da gala. Cada macho também tem um tipo de reação e uma maneira de galar. Fique muito atento a isso, conheça o melhor possível cada um, macho e fêmea, faça anotações para isso. Nunca coloque machos inexperientes com bicudas/curiolas agressivas. Para cruzar essas, às vezes funciona retira-las do ambiente e tentar a gala em local afastado de sua respectiva morada.
Além de toda a dificuldade, ainda é muito comum a esterilidade momentânea ou definitiva, principalmente nos machos. Por isso, só coloque machos para galar da cloaca (espigão) visíveis e arreadas. Caso aconteçam ovos brancos (não fertilizados) administre vitamina E, selênio e lisina. Ela abaixa, em geral, dois a três dias. A gala mais eficaz é a do segundo dia à tardezinha, na antevéspera do primeiro ovo. Sempre que coloca-los juntos, na mesma gaiola, gaiolão ou viveiro, observe constantemente o comportamento do casal para atuar, em caso de necessidade. Outra forma boa de cruzar é ao clarear do dia, na hora que o bicudo/curió acorda; nesse momento eles estão muito propensos a galar, porque no mato fazem isso todo dia a esta hora. Muitos deixam o passador aberto à noitinha para fechá-lo assim que clareia o dia. Só faça isso com machos bem experientes. Nunca deixe a fêmea pegar o macho e vice-versa, antes ou depois da gala. Isto pode inviabilizar definitivamente o cruzamento que se deseja fazer e não esqueça de anotar o nome do casal, o dia e a hora do cruzamento. Há fêmeas que ficam abaixando sem botar por vários dias, pode ser problemas com a alimentação ou saúde da ave, ocorre muito quando o procedimento se refere a primeira postura da temporada.
Para quem usa gaiolas, o melhor jeito é:
Usar um macho para várias fêmeas;
Deixar o respectivo separador na posição de fechamento, se for preciso;
Colocar a gaiola do macho ao lado da gaiola da fêmea com os respectivos passadores abertos;
É comum a fêmea escolher o macho pelo canto ou pelo aspecto físico. Afaste os machos não utilizáveis na reprodução;
Certifique-se que a fêmea está mesmo receptiva e abaixando;
No primeiro dia, às vezes, ela ainda não aceita;
Só retirar a tábua separadora quando a fêmea abaixar, isto é, ficar na posição de receber a gala do macho;
Após a gala, fechar imediatamente o separador do meio da gaiola, colocando um de cada lado, para não acontecerem desentendimentos entre eles;
Lembrar que uma só gala, se for no momento certo, dá para fertilizar até três ovos;
Só colocar o macho para galar duas vezes por dia, uma de manhã, bem cedinho, e outra à tardinha.
Obs.: Há machos que não podem ficar perto de fêmeas que estão pedindo gala, ficam chocos ou passados de fêmeas e aí recusam temporariamente fazer a cobertura. Afaste-os do criadouro e traga-os somente no momento da gala.
[14/6 20:21] +55 91 8201-2970: Olá amigos curiozeiros. Algumas dicas simples, que considero muito importante para o bem estar e saúde de nossos curiós.
Me refiro aos curiós, porém é válido para qualquer pássaro, seja bicudo, trinca, azulão, coleiro, canário da terra, etc.
Além de uma alimentação balanceada com uma boa mistura de sementes, ração extrussada, ovo cozido, verduras, areia, osso de siba, água mineral ou filtrada trocada todos os dias, banho de sol diário sempre que possível, devemos seguir alguns procedimentos que é essencial par