A história do Miracatu

Por Mestre Edgar de Campinas.
O Miracatu Velho não só conheci, o que não diz muito, mas também presenciei, em um torneio na cidade de Piracicaba, uma conversa, não vamos falar em discussão, entre o Moretti e o Marcão, que era o dono do Miracatu.
O Moretti afirmava que o Miracatu era um pardo chamado Zoca, mateiro, que mudou para preto com sua irmã, em um viveiro e que após a muda saiu, no próprio viveiro, cantando o Praia Clássico. Quanto à irmã do Miracatu Velho, o Moretti a conservou durante quase 10 anos, dando o destino que não é importante.
Afirmava, inclusive, que eram provenientes da região de Miracatu, no litoral sul de Santos. Essa procedência nunca foi negada pelo Marcão, naquela época. Nunca houve, também, posteriormente, notícias a respeito de outros filhos desse curió, a não ser os que lhe mencionei em outro e-mail, ou seja, o Mira I e Mira II, comprados pelo Juvêncio, as fêmeas Miraci, Mirarosa, compradas por mim e um cara de Jaguaiúna, e finalmente a Bruxa, que foi avó do Ciborgue.
Quando fui designado por um Juiz de São Paulo para ser perito (avaliação do pássaro) no processo que discutia a propriedade e indenização, a favor de uma das partes, por indicação do Marcão, este passou, por um passe de mágica, ser meu grande amigo, mas durou até recusar-me a ser perito. Nessa época, da surpreendente amizade, é que surgiram notícias, dadas pelo Marcão, que existia, no interior, outro filho do Miracatu.
De tudo isso, como não poderia deixar de ser, acredito no Moretti, pois foi um homem de palavra. Quanto aos filhos, fico no que vi quando fui a São Paulo buscar as duas fêmeas, e no que me disseram tanto o Marcão, quanto o Sr. Arnaldo, no dia da compra, de que aqueles que ali estavam eram os únicos filhos do Miracatu.
 
 
Resumo:
 
O Miracatu I é filho do Miracatu Velho com Rosa Grande (Mateira);
O Miracatu II é filho do Miracatu Velho com Cigana (Mateira);

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